Este selo eu recebi da Lúcia, há alguns dias atrás.
Neste momento ele não poderia ser mais pertinente, já que ao divulgá-lo devemos citar o que nos faz feliz, entre chegadas e partidas.
Nestes últimos dias vivi intensamente a chegada e a partida de uma pessoa maravilhosa: a própria Lúcia!
Quando ela me disse que viria à Itapema (distante 50km de Florianópolis) tive certeza de que não poderia deixar passar a oportunidade de estar com ela, de abraçá-la e não foi diferente!
A Lúcia não veio sozinha. Com ela estavam sua filha Renata, seu filho Erik, a esposa Marcela e a conhecida de quem segue o blog dela, a encantadora, linda, doce e fofa Letícia, sua neta. E em Itapema sua filha Fabiana e família já a esperavam.
A chegada da Lúcia, trouxe dias alegres, leves, cheios de histórias e muita risada e eu estava precisando desse aconchego familiar, desse sentir-se "fazendo parte".
Quanto à sua partida, de volta pra casa... Ah, isso me deixou uma saudade grande, mas também um sentimento de que a vida é sempre cheia de maravilhosas possibilidades e que nunca devemos deixar de acreditar!
Partir e chegar. Chegar e partir. O movimento da vida.
Quanto à você Lúcia, eu ainda quero te ver chegar muitas vezes! Obrigada por tudo!
A caminho do trabalho, parada no sinal vermelho e perdida em meus pensamentos, olhei para o lado e vi a primavera chegando assim:
Apressadamente, peguei o celular e registrei. Só depois, muito depois, resignifiquei a foto, entendendo a mensagem cheia de luz que a natureza transmitiu - e nos transmite todos os dias!: Que apesar do caos que por vezes parece se instalar em nossas vidas, o amor está sempre presente, dentro do coração. Florido, pulsante, colorido! Temos que acessá-lo apenas.
A primeira vez que ouvi falar de Maryah Carrey foi quando eu estava na faculdade, por influência de uma colega que, na época, era muito fan e foi quando vi uma foto dela pela primeira vez na capa de um CD. Esse da foto aí ao lado.
Apesar de ouvi-la de vez em quando nas rádios, nunca me tornei admiradora de suas músicas porque sou mesmo é tupiniquim e gosto de MPB.
Agora, com a recente vinda dela para cantar no Brasil em um festival famoso no interior de SP, tanto falou-se dela que novamente voltei minha atenção para o assunto.
No entanto, desta vez, não é da voz ou das músicas que mais tem se falado, mas sim da forma física da moça! Em muitos sites que visito vi lá umas notas criticando, isso quando ela não foi chamada descaradamente de "gorda", "baleia", "jamanta", "elefanta", "fora de forma" e outras denominações demonstrando o mesmo tanto de "carinho".
Quis escrever sobre isso, porque recentemente os participantes da blogagem coletiva da Glorinha, abordaram o tema auto estima/ amor próprio, o que sinceramente espero que a Maryah tenha de sobra pra enfrentar o turbilhão de críticas que vem recebendo em função dos quilinhos a mais que adquiriu.
Sou a favor da saúde em primeiro lugar, e do sentimento de paz que se tem quando ficamos felizes com a nossa imagem refletida no espelho e acho que cada um deve achar o caminho que conduz para isto. Porém, me entristece perceber o quanto nós - mulheres 98% das vezes - não temos o direito de estar fora deste padrão Barbie! Será que a gente não pode ter problemas? Não pode se dar ao luxo de comer o que quer e de - sim! - estar acima do peso? A pessoa em questão não pode estar com problemas hormonais, emocionais ou seja lá o que for? Será que não podemos nos permitir? Parece que não. Nem ela, nem eu e nem você! Estamos condenadas a dieta e juventude eternas. E dá-lhe laxante, botox e sibutramina!
Maryah, minha filha, vá ser feliz que a vida é curta!
Era meu primeiro dia na faculdade (1992, Belém -Pa), eu não cabia em mim de tanta alegria, cheia de expectativas, de curiosidade, de ansiedade, de medos... Um turbilhão de emoções, típicas de todo momento que antecede a mudança.
Uma amiga que já vivenciava o clima acadêmico no curso de engenharia civil há um ano, me tranqüilizou: "não te preocupa, eu te apresento um pessoal legal e a noite te levo para o forró dos calouros!". Oba! - pensei.
Então a noite, lá estava eu, rodopiando no salão, cercada pelos amigos e amigas dela.
Algum tempo depois, tu chegastes. Nunca vou esquecer do quanto me impressionastes: não era alto, usava uma mochila nas costas, e sorria. O sorriso mais lindo que eu já tinha visto. Encantei. Chegastes perto, me chamastes pra dançar e fui. Assim foi a noite toda. Muita dança, muitos sorrisos. O nome dele? Aurélio.
Com o fim da festa, cada um foi para o seu lado e eu fiquei assim... abestada, abobada, encantada.
Foram dois meses de enamoramento (da minha parte), de idas diárias ao bloco da engenharia pra, quem sabe, te ver. E eu te vi muitas vezes. Puxava conversa e tu sempre fostes muito educado... Demorou pra eu aceitar que o interesse era unilateral...
Quatro anos depois eu me formei, tu também. Soube que estavas namorando, mas eu também já havia seguido outros caminhos.
Doze anos depois, em Florianópolis, na praça de alimentação de um shopping, perdi o fôlego quando, sem querer, olhei pra ti e te reconheci. Será?! Sim, era ele, Aurélio. O mesmo sorriso, o mesmo olhar.
Seis anos se passaram desde este reencontro e ainda tenho o mesmo encantamento. Tu és o meu amor, o meu marido, o meu melhor amigo, o meu namorado, a pessoa que eu mais amo na vida. Quando te olho, sinto uma certeza doce e inexplicável de que ao teu lado estarei por muitos anos... Quem sabe a vida toda.
Que assim seja, apesar de nossas diferenças, sempre com cumplicidade e confiança.
E este post é especialmente pra ti, Aurélio. Feliz dia dos namorados!
Onde mora o talento da gente? Como fazer para entrar em contato com ele?
Olho para alguns e parece que sempre souberam onde ele estava e os dois convivem harmoniosamente, felizes até. Para sempre.
Mas e aqueles que ainda não sabem onde ele ( o tal talento ) se esconde? Será que ele tem email? É possível que talento venha com a gente, já determinado lááááá naquele momento mágico em que o espermatozóide encontra o óvulo e você passa a existir? Se não for assim, são os pais que ensinam a gente a ser talentoso? Mas e se os pais nem mesmo tiverem encontrado o SEU próprio talento? Procuramos todos juntos? Será que é possível não se ter nenhum? Ando procurando pelo meu próprio talento, aquele que traz brilho ao olhar, leveza à alma e paz ao coração. Ou mesmo aquele "comichão" que te faz querer sair correndo em busca de algo...
Só sei que sempre me emociono quando ouço, vejo ou conheço alguém que diz "eu amo fazer isso". Vem junto também aquela sensação de que nasci sem bula, e remédio sem bula a gente não sabe pra que serve exatamente...
Por isso, quando vi o vídeo desta moça, de apenas 24 anos, me emocionei pela genialidade e também pela simplicidade do que ela faz: desenha com as mãos, em cima de uma mesa branca e iluminada por baixo, usando apenas areia como seu "pincel". O nome da felizarda é Kseniya Simonova. Mais sobre ela, aqui.
Agora, quem tiver uma dica sobre como encontrar o famigerado tal de Talento, por favor, me avisem.
Pedir a bênção para minha mãe ( e para vovó também) é um costume que carrego desde criança.
É como um ritual despedir-se dela(s) com um "Bença mãe/vó" quando a conversa ao telefone vai chegando ao fim. Quando criança, isso acontecida sempre antes de dormir.
Bênção de mãe é para a vida toda. Ainda assim, a renovo sempre. Tão bom ouvir "Deus te abençoe, minha filha".
Aproveitando o momento de celebração da Páscoa e de seu significado relacionado ao renascimento e a renovação para voltar a escrever. Vou voltando aos poucos, depois de um período que chamarei de "recesso" do bloguito.
Feliz Páscoa a todos e obrigada aos que deixaram comentários no último post!
Quando eu tinha 17 anos, o que mais queria era completar 18!
Com 18 eu poderia tirar carta de motorista, poderia sair sozinha, ser dona de meu nariz de fato e de direito. Assim eu pensava.
Finalmente os 18 chegaram e desde então parece que o tempo descontrolou-se...
De lá para os 21 anos, foi um piscar de olhos. Veio a faculdade e a vida encheu-se de afazeres, responsabilidades, sonhos para o futuro.
Aos 24, recém formada, eu só pensava em sair de Belém, em "ser alguém na vida". Dos 24 aos 27 anos foi, certamente, o período mais feliz da minha vida. Saí de Belém, fiz muitos amigos, viajei, estudei, mudei de cidade. Me achava bonita e estava de bem comigo mesma, como nunca havia estado antes...
Lembrando de tudo isso, parece que foi ontem... Se eu soubesse que depois dos 18 tudo passaria tão rápido, não teria tido tanta pressa... Agora gostaria que o tempo desacelerasse, que fosse mais paciente, mais tolerante.
Hoje, completo 37 anos. Gostaria de não contar mais o tempo e nem a idade.
Amig@s, desculpem a ausência prolongada! Verão nesta cidade pode ser traduzido em filas, engarrafamentos, espera em lojas, shoppings e restaurantes. Pra mim, significa hotel lotado e muito, muito trabalho! Soma-se a isso esse calor enlouquecedor! Aqui em casa não mudou muita coisa. Minha vida continua guardada em caixas de papelão! Percebo minha ansiadade crescendo, querendo que a casa tenha logo alguma cara de casa... Mas sei que não é assim!
Apesar de tudo, confesso que nada disso tira minha alegria. Quando deito a cabeça no travesseiro, lembro que tenho tanto a agradecer... Acordar de manhã, abrir a janela e ver o mar, o céu...
Voltar pra casa, ao final do dia e ver um pôr do sol tão lindo...
(fotos tiradas por mim)
Aí eu lembro que a bagunça é temporária, que o verão daqui a pouco vai embora, que os turistas também retornarão para casa, para as suas rotinas... E o que fica é a gratidão pela vida.
Como de costume, trabalhei dia 31 até às 22h e também no dia 01/01. Não estranho mais. Depois do trabalho, eu e amasiado fomos para a nossa casinha nova (isso mesmo: estamos em processo de mudança!), que por enquanto tem apenas um futom no chão e alguns quadros esperando que seus lugares sejam definidos.
Nossa “ceia” foi pão com queijo e presunto. Apenas o champagne não fugiu à regra. Do nosso novo cafofo, deu pra ver um pouquinho dos fogos da Ponte Hercílio Luz, um dos principais monumentos da cidade de Florianópolis. Foi bom. Muito bom. Estávamos em paz, com saúde e felizes, fechando um ano que apesar das dificuldades, será lembrado por acontecimentos que marcaram positivamente as nossas vidas e alguns sonhos realizados.
Por hora, minha rotina tem sido trabalho+encaixotar coisas e cacarecos+dormir e tudo de novo no dia seguinte. Em casa não teremos praticamente nada de móveis (levaremos nenhum daqui deste apartamento, pois estão infestados de cupim). Passaremos algum tempo “acampados” até, aos poucos, irmos montando tudo… Preparem-se para muitos posts antes e depois!
Deixo algumas fotos que tirei à meia noite do dia primeiro.
Os amig@s que este blog me trouxe, certamente foi uma das coisas mais importantes de 2009. El@s estão sempre aqui, presentes nos comentários, no pensamento, através de um email carinhoso, da ajuda em uma hora de “aperreio virtual”.
Como posso agradecer?
Contem com minhas mais sincera e positiva energia amorosa pra vocês, para o Natal e para todo o ano que vem…
Deixo como simbolo do meu sincero agradecimento, flores. Flores em imagens que fiz em Curitiba. Especialmente e carinhosamente pra vocês.
(A chuva que caiu em Curitiba no sábado – 12/12. Deu até saudades de Belém…) Foto que eu tirei no Jardim Botânico
Como havia dito, eu fui com amasiado, mas ele não ficou comigo. Ele foi para estudar e eu para passear. Portanto, minha programação foi independente dele.
Eu já havia me apercebido disso, mas agora quero dividir a impressão.
Viajar sozinha é uma espécie de meditação. Quando se está só em um lugar desconhecido é como estar consigo mesmo de fato, sem roteiro, sem guia, sem mapa. É você e sua intuição.
Lembro que estar só (mas não solitária) nunca foi problema para mim: sempre fui ao cinema sozinha, morei sozinha durante muitos anos, aprendi a cuidar de mim, a estar comigo mesma. Mas quando esse movimento é consciente, ele torna-se precioso… Não há aborrecimento (não tem ninguém pra discordar de você), não há pressa, há apenas a vontade de seguir em frente, de chegar a algum lugar. Neste movimento, revi a Ivana de 15 anos atrás, deslumbrada com Curitiba. Tanta coisa mudou de lá pra cá. Eu mudei. Nem a cidade é mais a mesma, mas não perdeu a graça e o encanto...
Me diga: você também já viveu a experiência de viajar sozinho(a)?
Hoje estava lembrando com minha cunhada - que tem 2 filhos - do natal do nosso tempo, já que eu e ela temos a mesma idade.
Uma das lembranças mais bacanas que tenho do natal na minha infância, era esperar por ele! Isso mesmo. Eu contava os dias, desde o dia primeiro de dezembro. A medida que a data se aproximava, eu sentia uns arrepios de ansiedade e emoção sempre que pensava no dia, já mais perto que no dia anterior. A maioria dos presentes "da moda" que eu desejei, eu não tive, porque minha família não tinha condições para bonequinhas do tipo que andava, que mamava, que chorava; patins de bota; bicicleta com cestinha. Mas isso nunca tirou o encanto da data pra mim.
Minha avó arrumava toda a casa - faxinão - e montava a nossa árvore de natal, onde ela pendurava os cartões que a família recebia. Ficava linda.
Nossa sala era de chão de tábua corrida, e minha mãe e minhas tias junto com vovó, gastavam uma manhã inteira ajoelhadas passando cera no chão - a sala era muito grande. Depois se usava aquela enceradeira que ia deixando a madeira brilhando...
No dia 24 todos tínhamos que ir à missa do galo na igreja Sagrado Coração de Jesus que ficava próxima de nossa casa. Ela me dizia que seria exatamente naquele período em que estaríamos na igreja, que papai Noel aproveitaria para deixar nossos presentes. E assim acontecia (até hoje não sei quem voltava em casa), pois no retorno da missa os presentinhos estavam todos debaixo da árvore. Apesar dos presentes, vovó nunca deixou de lembrar-nos do simbolismo deles e de que o verdadeiro motivo da festa era comemorar o nascimento do menino Jesus. Ainda assim, era muito bom acreditar no Papai Noel.
Eu disse a vocês que nunca casei na igreja. Esse também nunca foi um graaaaande sonho meu, o que não quer dizer que eu não faria... Que me lembre, contando com o casamento do meu irmão, só fui à 3 cerimônias em toda a minha vida. É claro que esta foi especial , por motivos óbvios.
Não sei quanto a vocês, mas difícil não se emocionar com o ritual que é o casamento e todas as "promessas" embutidas: felicidade, união, companheirismo, fidelidade... E tudo na base do "Para Sempre", mesmo que na prática as vezes não funcione assim. Mas que é lindo é.
Ver ali o meu irmão, todo bonito, nervoso (ele estava mais nervoso que a noiva), ansioso, vivendo um dos momentos mais marcantes da vida dele.... Ver minha mãe, ansiosa, preocupada, triste (porque ela estava com a sensação de "perdi meu filho") e alegre (pela alegria dele) ao mesmo tempo. Tudo isso junto - e mais umas 10 coisas - mexeu com minhas tripas. Moral da história do Brasil: Chorei a cerimônia toda! Não aquele choro de carpideira, mas sim aquele em que só as lágrimas ficam rolando, borrando a maquiagem... Meu irmão tinha o olhar apaixonado todo o tempo. Aquele olhar de deslumbre, de amor. Sei que ele estava muito feliz.
No retorno pra casa, já em Floripa, disse pra amasiado: "Eu também quero esse ritual... Quero viver esse simbolismo também..." Não precisa ser agora, já. Mas eu quero.
Ele topou!
Somente a título de curiosidade: o casamento dele (meu irmão chama-se George) foi na Igreja do Carmo. Vejam aqui, como é linda.
O casal, na saída da Igreja
Familia reunida (ainda falta gente aí) a caminho da cerimônia. Da esquerda para a direita: mamãe, eu, George, prima Bruna,primo Luizinho, prima Luana, Tio Osvaldo, primo Domingos, Tio Luiz, prima Luciana e vovó.
Como foram bons estes 2 dias e meio que passei em Belém. Fiz quase tudo o que planejei, exceto pelo roteiro da comilança que descrevi no último post! O que não quer dizer que não comi das nossas comidas. Aliás, na casa da minha avó, comida sempre foi em quantidade exagerada. Quando cheguei tinha: maniçoba, caranguejo, feijoada, arroz, quibe (que minha vó assa no forno), pastel, pudim, 3 tipos de suco (laranja, manga e acerola), biscoitos doces, farofa de charque e açai. Mas sabe o que é mais "legal": minha avó quer que a gente coma TUDO! Se não for assim, é desfeita pra ela. Agora pensa no tamanho do bucho depois de toda essa comida!
Eu me contive, pensei no vestido.
Aproveitei o tempo e revi duas amigas queridas. Ainda faltou uma, mas... (Paula, não deu... Me desculpa?)
Mas eu havia dito antes que não gosto de viajar sozinha, de avião. Gosto da conversa, que ajuda a passar o tempo; de saber que tenho alguém ao lado para segurar na mão, caso eu sinta medo... Como não foi possível desta vez, aproveitei para tentar ler e abstrair e digo a vocês que consegui. Eita viagem boa! Uma sacudidéla aqui ou lá, mas tudo tranquilo. Que loucura um troço daquele (avião) tão grande e pesado voar daquele jeito... Impossível não pensar na genialidade desta engenhoca, contrastando, lá fora, com a genialidade de Deus: nuvens, céu e mar... E ainda há quem não acredite...
Jesuis, como eu li cartas estes 2 dias! Tô até meio tralhota, eu acho. Quantas histórias, amores, desamores, dissabores, decepções, mágoas, alegrias... Mas isso faz parte de estar vivo, não é? Fiquei lembrando que por muito tempo fiz pose de vítima dos acontecimentos. Eu era a "cuitadinha". "Ah, como eu sofro!" Demorei algum tempo para perceber que ser, pensar e agir assim não me levaria a lugar nenhum. É claro que tive em minha vida a presença de uma mulher fantástica (tia Stela) que sempre procurou me aconselhar, me orientar, apesar de eu ser(muuito naquela época) um ossinho bem duro de roer. Porém, ela nunca desistiu de mim. Ela realmente acreditava que eu poderia ser melhor, que poderia ser diferente da minha mãe, da minha avó - mulheres lutadoras, mas que se deixaram amargar pelo sofrimento e pelas dificuldades do caminho. Há 3 anos tia Stela deixou este mundo, precocemente, aos 49 anos e cheia de vida. E eu não estava lá. Nem me despedi. Mas devo tudo a ela. Sei que ela sabia disso. Nestes 3 anos, encontei outros "anjos" pelo meu caminho. Pessoas que me ajudam das mais diferentes maneiras. Prefiro acreditar que todos eles vem através das delicadas mãos, agora etéreas, da minha tia. Quando reencontrei a Ciça neste mundo blog, não foi por acaso. Quando ela me sugeriu ter um blog, com certeza não foi por acaso. Quando a Elaine, sugeriu esta blogagem também não foi assim do nada... Penso que cada um que participou e vivenciou a sua carta, as suas lembranças e a sua história se sentiu tocado de alguma maneira. E não foi por acaso! Então, espero que pra vocês essa experiência tenha sido como foi para mim: uma oportunidade de revalidar meu valor, minha força. De olhar pra frente e pra cima. Nunca para trás e para baixo. Sabe por quê? Porque por maior que seja a dificuldade ou o sofrimento é muito melhor ser alegre que ser triste, já dizia Vinicius de Moraes. Por isso ouve ai... Saculeja.... Fecha os olhos... e sorri.
Ivana, leia e não jogue fora. Mas não mostre a ninguém. Sei o que estou dizendo. Este deverá ser o nosso segredo. Após ler, guarde esta carta com muito cuidado e a cada ano leia tudo novamente, pelo menos uma vez, para ter certeza de que não está esquecendo de nada. Cuidado. Não dê ouvidos a seus fantasmas. Confia nestas palavras. Confia em ti.
Concentre-se e tenha em mente:
O fato de teu pai ter desaparecido sem ao menos se despedir, não tem nenhuma relação com o seu valor. Não foi culpa sua. Ele não sumiu porque não te ama. Ele, simplesmente, não soube ser pai. Aceite. A vida é cheia de surpresas e muitas vezes o que achamos que é definitivo muda ou acaba repentinamente. Sofra este abandono, mas não muito. Apenas o suficiente para lavar da alma toda a tristeza.
Lembre-se que o amor está em ti.
Sabe aquela velha história que diz: "você colhe o que planta"? Pois é. É verdade. Por isso, nada de ficar emburrada! Entenda que não vale à pena! Se queres atenção, deves dar atenção, se queres carinho, deves dar carinho... Não adianta sentar, ficar de cara feia e esperar que alguém faça alguma coisa por ti. Tome a iniciativa, diga que quer e precisa, não tenha medo do 'não'. Ele faz parte da vida. Siga, apesar dele.
Não guarde mágoas, por favor! Elas de nada te servirão. Jogue tudo fora! Confie em mim! Se assim o fizeres, irás te agradecer daqui a alguns anos.
Sabe a sua tia? É, a Stela. Ela é o seu anjo. Eu sei que já sabes, mas preciso te dizer uma coisa: abrace-a todos os dias. Esteja com ela o máximo de tempo que puder. Aprenda com ela, porque ela tem muito a te ensinar e ela sabe o que diz... E o mais importante: Ela te ama.Nunca duvide disso. Nunca!
Lembras daquela sensação que tens, quase o tempo todo, de que não és boa o suficiente? Pois te digo com a certeza de alguém que pode ver muito a frente: Sim. Tu és boa o suficiente! Tu podes ser o que quiseres, porque és uma menina de muito valor! Jamais acredite em quem te disser o contrário. Jamais! Mesmo que esta pessoa seja você...
Não trabalhes em demasia, a não ser que seja por um bom desafio.
Não comas demais. Alimente sim, a sua alma com música, os seusolhos com cores e o coração com amores.
Sim! Todos os seus sonhos podem se realizar! Vá atrás deles! Mas não te esquece queatéos sonhos mudam. Se não realizar um, encontre outro para sonhar.
Ah, quase esqueço... Sei que achas que não serás uma boa mãe... Mas quero que leias com atenção: serás uma mãe muito melhor do que sequer possas imaginar. Porém, não esperes muito para este momento. Não tenhas medo deste desafio... Mas repito, não deixe para muito depois... Seu filho irá precisar de toda a sua energia.
Para todo o resto se entregue. Deixa que o rio siga seu percurso, no seu tempo, no seu ritmo... Não apresse o rio, ele corre sozinho.Sei que também acreditas que nada acontece por acaso, portanto não há o que temer.
Não te preocupes, Ivana. Nós vamos nos encontrar logo, logo. E quando esta hora chegar, iremos nos reconhecer de imediato, justo naquele momento em que, diante do espelho, olharmos uma nos olhos da outra.
Ainda embalada pelo livro Felicidade Aqui e Agora, irei transcrever mais um pouquinho de um outro capitulo que me chamou a atenção, principalmente depois de ler aquios coments do querido Ery ( Infinito Positivo ) e da Georgia ( Saia Justa ), que são uma verdadeira lição de vida! E o Ery é assim, demora pra vir, mas quando vem...
Obrigada aos dois por compartilhar um pouco de suas experiências aqui no Jámêvú!
"Por que pensar positivo?
Quando as coisas dão errado, lembre-se de que o que mais importante não é O QUE ACONTECE COM VOCÊ. É o que VOCÊ PENSA a respeito do que lhe acontece.
Exemplo:
Suponhamos que você esteja no aeroporto para pegar um avião e a companhia aérea lhe informe: 'Sentimos muito. Temos um problema mecânico. Será preciso esperar pelo menos três horas para embarcar.'
Você fica furioso e pensa: 'Isso é horrível. É um desastre.'
Se continuar estressado, as coisas só irão piorar.
As pessoas vão começar a tropeçar em você, derramar café na sua roupa e perder sua bagagem.
Quando você combate a vida, ela sempre leva a melhor.
Então finalmente você se acalma e, já que não há nada que possa fazer, decide 'tentar extrair o melhor dessa situação.'
De repente, tudo muda. Um velho amigo surge do nada, você faz amizade com alguém ou se depara com uma oportunidade - e a vida começa a ajudá-lo.
Quando mudamos os pensamentos a respeito de uma 'situação ruim', conseguimos tirar proveito dela.
As melhores oportunidades da vida costumam surgir disfarçadas de má sorte e contrariedade.