5 de dezembro de 2009

Quando eu era pequenina



Hoje estava lembrando com minha cunhada - que tem 2 filhos - do natal do nosso tempo, já que eu e ela temos a mesma idade.
Uma das lembranças mais bacanas que tenho do natal na minha infância, era esperar por ele! Isso mesmo. Eu contava os dias, desde o dia primeiro de dezembro. A medida que a data se aproximava, eu sentia uns arrepios de ansiedade e emoção sempre que pensava no dia, já mais perto que no dia anterior. A maioria dos presentes "da moda" que eu desejei, eu não tive, porque minha família não tinha condições para bonequinhas do tipo que andava, que mamava, que chorava; patins de bota; bicicleta com cestinha. Mas isso nunca tirou o encanto da data pra mim.
Minha avó arrumava toda a casa - faxinão - e montava a nossa árvore de natal, onde ela pendurava os cartões que a família recebia. Ficava linda.
Nossa sala era de chão de tábua corrida, e minha mãe e minhas tias junto com vovó, gastavam uma manhã inteira ajoelhadas passando cera no chão - a sala era muito grande. Depois se usava aquela enceradeira que ia deixando a madeira brilhando...

No dia 24 todos tínhamos que ir à missa do galo na igreja Sagrado Coração de Jesus que ficava próxima de nossa casa. Ela me dizia que seria exatamente naquele período em que estaríamos na igreja, que papai Noel aproveitaria para deixar nossos presentes. E assim acontecia (até hoje não sei quem voltava em casa), pois no retorno da missa os presentinhos estavam todos debaixo da árvore. Apesar dos presentes, vovó nunca deixou de lembrar-nos do simbolismo deles e de que o verdadeiro motivo da festa era comemorar o nascimento do menino Jesus. Ainda assim, era muito bom acreditar no Papai Noel.

Qual lembrança natalina tens da tua infância?

(imagens google)

13 comentários:

Edelize disse...

Eu também me recordo de ficar contando os dias para o Natal e de ter frio na barriga só de pensar. Meu nonno era o papai noel, mas por alguns anos isto passou despercebido por mim. Meu nonno me dizia que ele era o motorista do papai noel. Assim como na sua família, no dia 23 era dia de faxina para esperar a chegada do velhinho, e no dia 24 todos nós íamos para a casa dos meus avós e passávamos o dia preparando as comidinhas para a ceia. Esta magia toda ainda existe dentro de mim, embora não acredite mais em papai noel e esteja longe da minha família. Amo o dias que antecedem ao Natal e continuo a tradição da faxina e guloseimas no dia 24.

Mila Viegas disse...

Ivana,
Lendo o seu relato me identifiquei com algumas coisas. Mas não me recordo muito dos natais com a minha avó materna, pois ela se foi quando eu tinha 7 anos de idade. Eu me lembro também da minha mãe encerando o chão da nossa casa que era aquele "vermelhão" (não sei o nome disso direito.. rs). Meus avós moravam na casa da frente (no mesmo quintal) e me recordo de muitas vezes, papai Noel, deixando os presentes na porta de entrada da casa. Depois fui descobrir que era o meu pai que fazia isso enquanto minha mãe e tias me distraíam na cozinha... rs.
Eu também ficava hiper ansiosa, doida pra chegar o grande dia e contava as horas para isso.
Lembro que Ano Novo era na casa da minha tia e toda a família se reunia lá. A mesa era linda, cheia de comidas gostosas. Meu tio soltava fogos numa parafernalha de madeira que ele criou para isso... rs. Fazíamos amigo oculto, era uma farra muito gostosa.
Com o tempo e com a perda de pessoas queridas, acabamos nos separando mais. Os primos foram crescendo e constituindo família, etc. Mas ainda hoje, apesar das falta de alguns familiares que já partiram, passo todos os meus natais ao lado da minha mãe. Mesmo quando não temos muita paciência de fazer uma big ceia, o bacalhau, o peru e as rabanadas não faltam à mesa e ficamos juntos.
Isso não tem preço!
Mas, sempre que podemos reunimos a nossa família em datas sem tanto significado. Alguns almoços de domingo ou feriadões... sempre que possível estamos juntos.
Guardo boas lembranças dos natais da minha infância. Acho que depois escreverei um post lá no blog sobre isso.

Super beijos

Beth/Lilás disse...

Maninha,
Já vi que fostes uma criança feliz, de uma família simples e feliz, como a minha.
Linda a sua avózinha na tentativa de trazer a magia do Natal para vocês, ela deve ser uma pessoa especial e iluminada.

Bem, se eeu fosse contar aqui, também daria um post e vou deixar para fazer lá no blog antes do natal, mas posso adiantar-lhe que era lindo, meu pai era o comandante desta data, pois artista que era, fazia lindos arranjos para dentro de casa e minha mãe se empenhava nas gostosuras. Os brinquedinhos eram sempre colocados debaixo da árvore e eles nos acordavam à meia noite para ver nossa felicidade ao abri-los,.
Vou parar porque fiquei emocionada e quero dormir agora, mas adorei o post.
Você é linda!
bjs cariocas

Vem desfrutar do Amor de Deus disse...

Ivana,
Eu me lembro de natal na minha casa a partir da minha adolescência... quando criança nao tinhamos festa porque sempre fomos muito pobres e minha mãe fazia rabanadas e assava um frango. Essa era nossa ceia de natal. Presentes não tinha. Uma coisa que eu me lembro é que eu ficava junto com meus dois irmãos sentados na beirada da porta e ficavamos esperando...quem sabe Papai Noel aparecia né? Como ele não vinha, a gente entrava e ia dormir... assim foi o natal da minha infância.
Ahhh... mas a gente tinha arvore de natal!! Minha mãe pegava uns galhos de arvore e colocava numa lata grande e colocava pedacinhos de algodão e algumas tiras coloridas de tecido e ficava até bonitinha... Mesmo assim nunca deixei de acreditar no papai noel..
Bjs carinhosos procê amiga
Marcia

Nade disse...

Ivana, menina, ler esse seu post fez eu viajar no tempo...
Eu procurava os meus presentes e eles estavam ali, debaixo da cama. Meus pais diziam que o Papai Noel havia deixado. Acreditei nisso por anos!
Nem lembro como fiquei sabendo que ele não existia...
Se eu te disser que morava na Pedro Miranda, próximo da Unama, você acredita? Minha mãe ainda mora ali...
Eita, nós!
Bjs

Anunciação disse...

Espectativa,essa a palavra;nossa,como era animada a espera do natal.Sem esquecer que o Motivo principal era o menino Jesus e a Missa não se podia faltar,e toda embonecada,vestido de organza com laçarote,sapato tipo boneca de verniz com meia cor de carne,rs e pra completar cachos ou tranças.

Bia Mendonça disse...

Já tem quase umas 10 anos que eu não sou muito fã do Natal... mas na infância era muito bom. A gente sempre se dividia na casa das minhas 2 avós e depois minha mãe passou a organizar o natal e todo mundo ia lá em casa.

bjs

Luciana Klopper disse...

Ivana, a primeira coisa que me veio a mente foi a àrvore de natal da minha vó...galho seco de arvore, com algodão enrolados, pendurados balõezinhos de papel e presentinhos de papéis brilhosos e poucas bolas de vidro!!
Ai ai...amiga, vim agradecer por ter aquecido meu dia ontem!!

Georgia disse...

Ivana, já passei muita cera no chao e das vermelhas. É verrdade, a casa nesta época do ano ficava brilhando. Já me requebrei muito na ponta do pés para que tudo ficasse lustroso, rs. Depois chegou a enceradeira.

Minha primeira boneca recebi ao 12 anos quando ninguém mais nessa idade brincava de bonecas. Mas era um sonho meu ter uma novinha e recebi uma imitacao da Barbie já que para a Barbie a grana era curta. Mas que esse tempo nos deix saudades, ah, isso deixa.

Bjao

Carmem Tristão disse...

adoro lembrar a minha infância no natal. eu não ia às missas porque na época eu era de igreja evangélica, e a denominação não comemora o natal. mas em família, era o evento mais esperado do ano. a parentada toda reunida na casa de vovô (que hoje é da vovó, porque agora ele é estrelinha). chegávamos para o café da manhã e só íamos embora depois de termos brincado com todos os brinquedos novos (que só podiam ser abertos depois da meia-noite). êta época boa! não tinha tio nenhum separado ainda rsrsrs. não que hoje não seja bom também. todos temos excelente relacionamento com os novos maridos e esposas, mas cada um seguiu seu próprio rumo, né? mas quando eu era criança, minha tia rose (que é a mãezona da família), morava em Trombetas (cidade-porto do Pará) por causa do trabalho do meu tio. Ficou dez anos lá. Então Natal era a época que eu me esbaldava com meus priminhos. eu me lembro de sempre sentir muita falta de tio Alex, que era o que mais me mimava. Só mais tarde entendi o sumiço: ele era o nosso papai noel!!!!!! ô bagunça gostosa! o chão do imenso jardim mais parecia um tapete colorido de tanto papel de presente jogado no chão. era comum também ver muita criança com joelho e cotovelos ralados, já que um espaço na goiabeira era disputado a tapas! ô saudade!!!!!

Lúcia Soares disse...

Oi! Tenho tão poucas lembranças do Natal! Não que não comemorássemos, mas era meio sem graça, meus pais não eram muito animados. Não havia nenhum ritual, às vezes tinha um jantar, outras nem me lembro...Presentes eram poucos...Mas acho que nunca me importei. Não sei! Não me lembro...(Ou não me lembrar é sinal de que não era bom? Não sei lhe dizer, de verdade! Vou botar a imaginação pra funcionar, pra ver se consigo colocar num post...) Bj

Ivana disse...

Adorei ler cada comentário de vocês. Muito obrigada por compatilhar!
Beijos!

Tatá disse...

Mana, esta época de Natal, hoje, é muito triste pra mim, porque lembro da minha mãe que simplesmente amava o Natal!!!
Lembro de cada coisa que ela fazia, dos presentes que comprava pra Deus e todo mundo, do gorro vermelho que usava no dia 24 pra ir trabalhar...
Espero, do fundo do coração, que o Arthur me faça passar a enxergar o Natal com outros olhos, com outra emoção... Ano passado estava parida e nem senti taaanto, mas esse ano tá cruel...
Mas lembro também que os nossos presentes apareciam do lado de nossas camas, embaixo dos nossos sapatos... Quando acordávamos no dia 25 era uma festa!!!

Bjo, querida!