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12 de janeiro de 2011

Vivinha da silva

Eu sei que tem gente pensando que eu desisti do blog. E não é de todo mentira. Mas não é por não gostar mais de blogar ou por qualquer coisa que tenha acontecido aqui. Na verdade, são fatos acontecendo aqui fora e dentro de mim, na minha cabeça, somado a uma quantidade absurda de trabalho - quem trabalha em hotelaria deve entender o que eu digo - que me tira o ânimo pra fazer outras coisas, porque quando eu chego em casa, só quero parar o corpo... E este eu até consigo, mas não posso dizer o mesmo de meus pensamentos, que parecem ter vida própria e não me obedecem mais.
Várias vezes tentei começar um post, mas não passo da primeira linha.
Preciso tomar algumas decisões relacionadas ao meu futuro, ao que quero realmente fazer da vida. Não tem sido fácil responder a perguntas que martelam minha cabeça. Não tem sido fácil encontrar coragem para agir, concretamente. Só sei que cansei de reclamar e que já não tenho mais tempo a perder.
Não estão entendendo nada? Desculpem não ser mais clara, mas ainda não sinto ser o momento de contar aqui. Pelo menos até eu me sentir mais centrada.
Meu natal e ano novo foram tranqüilos, porém trabalhando. Na virada do ano pude assistir aos fogos da Avenida Beiramar e foi lindo! 2011 promete ser um ano de mudanças, de definições. E sei que passado o período conturbado em que estou, ficarei bem.
Acredito não ser tarde ainda pra desejar a todos vocês um ano novo feliz. E também agradecer aos que vieram aqui e deixaram comentários. Vocês são demais! Obrigada!
O blog ficou joiado, com layout novo, mas as "configurações" da minha vida, permanecem em pleno processo de (re)ajuste. Espero que nesta hora, vocês continuem por aqui porque eu, apesar de não escrever, continuo a ler todos vocês.
Volto assim que der ou quando a cabeça silenciar.

26 de outubro de 2010

A Rosa do Jardim

Encontrei mais uma amiga da melhor qualidade que este blog me trás.
Depois da Lúcia, quem esteve em Floripa neste final de semana foi a Rosa
Em visita ao seu filho, ela encontrou um tempinho para ficarmos juntas, tomarmos um café, jogarmos conversa fora e rirmos muito! 
Agora a Rosa, é carinhosamente, Rosinha: a mais nova flor a brotar no meu jardim! E que linda primavera!
Rosinha, obrigada pela companhia, pelo seu abraço, pelo papo bom! Adoramos você - eu e Aurélio!

16 de outubro de 2010

Partidas e chegadas, o movimento da vida

Este selo eu recebi da Lúcia, há alguns dias atrás.
Neste momento ele não poderia ser mais pertinente, já que ao divulgá-lo devemos citar o que nos faz feliz, entre chegadas e partidas.
Nestes últimos dias vivi intensamente a chegada e a partida de uma pessoa maravilhosa: a própria Lúcia!
Quando ela me disse que viria à Itapema (distante 50km de Florianópolis) tive certeza de que não poderia deixar passar a oportunidade de estar com ela, de abraçá-la e não foi diferente! 
A Lúcia não veio sozinha. Com ela estavam sua filha Renata, seu filho Erik, a esposa Marcela e a conhecida de quem segue o blog dela, a encantadora, linda, doce e fofa Letícia, sua neta. E em Itapema sua filha Fabiana e família já a esperavam.
A chegada da Lúcia, trouxe dias alegres, leves, cheios de histórias e muita risada e eu estava precisando desse aconchego familiar, desse sentir-se "fazendo parte".
Quanto à sua partida, de volta pra casa... Ah, isso me deixou uma saudade grande, mas também um sentimento de que a vida é sempre cheia de maravilhosas possibilidades e que nunca devemos deixar de acreditar!
Partir e chegar. Chegar e partir. O movimento da vida.
Quanto à você Lúcia, eu ainda quero te ver chegar muitas vezes! Obrigada por tudo!

12 de outubro de 2010

O dia da criança e a abelha rainha

Estava a lembrar de pequenas coisas, simplicidades, que marcaram a minha infância.
Considerando minha introspecção, lembro que eu adorava ouvir música e naquela época, na nossa velha casa da Humaitá - bairro de Belém onde vivi até os 14 anos - escutávamos  discos de vinil na vitrola da vovó.

Uma rede sempre estava estratégicamente armada, bem próximo à vitrola e de tal maneira posicionada, que podíamos ver o quintal que a casa tinha. Era um quintal grande, muito grande. Grande o suficiente para ter jaqueira, mangueira, ameixeira, mamoeiro, patos, porcos e galinhas. E era nesta rede, vendo o verde das árvores do quintal, que eu escutava Maria Bethânia - na época eu não sabia que era ela, claro - cantando a música Mel. 
Eu sentava na rede e me embalava, impulsionando cada vez mais alto, cantando aquela letra que eu não entendia muito bem, mas que fazia brotar em mim uma sensação maravilhosa de liberdade!
O vento no cabelo, o verde do quintal, eu e a abelha com boca de mel, rainha absoluta, éramos iguais, únicas, e uma alegria até então desconhecida invadia meu coração.

Pra quem não conhece a música:

10 de fevereiro de 2010

Onde anda você?

Depois de quase um mês habitando o "Castelo Jamêvú" (assim a Luma batizou o meu cafofo), já consegui desfazer algumas caixas. No entanto, ainda não abri aquela onde eu  devo ter guardado a minha inspiração para escrever. Espero que não tenha caído do caminhão pelo meio do caminho. Prefiro pensar que ela espera ansiosa por ser descoberta no meio dos livros, quem sabe.
Mas hoje senti uma enorme vontade de escrever, de dividir, de exorcisar um pensamento insistente e incomodo que está na minha cabeça desde a hora em que assisti  no Jornal Nacional desta noite a queda, flagrada em imagens, do helicóptero da Record.
Um medo adormecido em meu peito rangeu os dentes, se remexeu. Um aperto no peito é o que ficou. Pensei na impotencia do piloto, diante do descontrole da máquina. O desespero do cinegrafista, incapaz de fazer alguma coisa.
Enquanto via as imagens, com Aurelio ao meu lado, não pude deixar olhar pra ele e pedir: por favor, não voe mais.
Mas como pedir pra pessoa que você mais ama no mundo para que ela deixe de fazer o que mais ama fazer?

28 de janeiro de 2010

Sinal de fumaça

Amig@s, desculpem a ausência prolongada!
Verão nesta cidade pode ser traduzido em filas, engarrafamentos, espera em lojas, shoppings e restaurantes. Pra mim, significa hotel lotado e muito, muito trabalho! Soma-se a isso esse calor enlouquecedor!
Aqui em casa não mudou muita coisa. Minha vida continua guardada em caixas de papelão! Percebo minha ansiadade crescendo, querendo que a casa tenha logo alguma cara de casa... Mas sei que não é assim!
Apesar de tudo, confesso  que nada disso tira minha alegria. Quando deito a cabeça no travesseiro, lembro que tenho tanto a agradecer... Acordar de manhã, abrir a janela e ver o mar, o céu...

Voltar pra casa, ao final do dia e ver um pôr do sol tão lindo...
(fotos tiradas por mim)
Aí eu lembro que a bagunça é temporária, que o verão daqui a pouco vai embora, que os turistas também retornarão para casa, para as suas rotinas... E o que fica é a gratidão pela vida.

5 de janeiro de 2010

Adeus ano velho

2010 começou movimentando a peruca!
Como de costume, trabalhei dia 31 até às 22h e também no dia 01/01. Não estranho mais. Depois do trabalho, eu e amasiado fomos para a nossa casinha nova (isso mesmo: estamos em processo de mudança!), que por enquanto tem apenas um futom no chão e alguns quadros esperando que seus lugares sejam definidos.
Nossa “ceia” foi pão com queijo e presunto. Apenas o champagne não fugiu à regra. Do nosso novo cafofo, deu pra ver um pouquinho dos fogos da Ponte Hercílio Luz, um dos principais monumentos da cidade de Florianópolis. Foi bom. Muito bom. Estávamos em paz, com saúde e felizes, fechando um ano que apesar das dificuldades, será lembrado por acontecimentos que marcaram positivamente as nossas vidas e alguns sonhos realizados.
Por hora, minha rotina tem sido trabalho+encaixotar coisas e cacarecos+dormir e tudo de novo no dia seguinte. Em casa não teremos praticamente nada de móveis (levaremos nenhum daqui deste apartamento, pois estão infestados de cupim). Passaremos algum tempo “acampados” até, aos poucos, irmos montando tudo… Preparem-se para muitos posts antes e depois!
Deixo algumas fotos que tirei à meia noite do dia primeiro.
O champagne e o meu amado:
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A vista linda…:
fotoscelular 031Um pouquinho dos fogos:
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Precisava mais? Pra mim, não...

31 de dezembro de 2009

Vem logo 2010!


logo_phpBB Recebi hoje, um email da Rosa, com estas, digamos assim, felicitações nordestinas para o ano de 2010. Não sou nordestina, sou nortista. Mas posso, certamente, afirmar que pelo vocabulário usado, este poderia ser um email escrito por um paraense genuíno, daquele parido, crescido e morrido em Belém do Pará!
Fiz uso disto, para deixar registrado meu mais sincero desejo de que este ano seja muito, mas muuuito melhor para todos nós! E será!
À todos os amigos queridos, daqui e dacolá, de perto e de longe, virtual ou desvirtualizado, com todo o meu carinho!




Um 2010 bem arretado pra vocês tudim!!!!
Conselhos de um nordestino para um 2010 bem pai d'égua:
Sobre as suas metas para o Ano Novo

Anote os seus querê e pendure num lugar que você enxergue todo dia. Mesmo que seus objetivos estejam lá prá baixa da égua, vale à pena correr atrás. Não se agonie e nem esmoreça.  Peleje.
Se vire num cão chupando manga e mêta o pé na carreira, pois pra gente conseguir o que quer, tem é Zé. Lembre que pra ficar estribado é preciso trabalhar. Não fique só frescano.

Prá começar o ano dicunforça:
Reflita sobre as besteiras do ano passado e rebole no mato os maus pensamentos.
Murche as orêia, respire fundo e grite bem alto: Sai mundiça !!!

Agora é só levantar a cabeça e desimbestar no rumo da venta que vai dar tudo certo em 2010, afinal de contas você é nordestino. E para os que não são da terrinha, mas são doidim prá ser, nosso desejo é que sejam tão felizes quanto nós.
Peeeeennnnse num ano que vai ser muito bom. Respeite como vai ser pai d'égua esse 2010.

19 de dezembro de 2009

O que não tem preço

Os amig@s que este blog me trouxe, certamente foi uma das coisas mais importantes de 2009. El@s estão sempre aqui, presentes nos comentários, no pensamento, através de um email carinhoso, da ajuda em uma hora de “aperreio virtual”.
Como posso agradecer?
Contem com minhas mais sincera e positiva energia amorosa pra vocês, para o Natal e para todo o ano que vem…
Deixo como simbolo do meu sincero agradecimento, flores. Flores em imagens que fiz em Curitiba. Especialmente e carinhosamente pra vocês.

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2 de dezembro de 2009

O ritual do casamento


Eu disse a vocês que nunca casei na igreja. Esse também nunca foi um graaaaande sonho meu, o que não quer dizer que eu não faria... Que me lembre, contando com o casamento do meu irmão, só fui à 3 cerimônias  em toda a minha vida. É claro que esta foi especial , por motivos óbvios.
Não sei quanto a vocês, mas difícil não se emocionar com o ritual que é o casamento e todas as "promessas" embutidas: felicidade, união, companheirismo, fidelidade... E tudo na base do "Para Sempre", mesmo que na prática as vezes não funcione assim. Mas que é lindo é.
Ver ali o meu irmão, todo bonito, nervoso (ele estava mais nervoso que a noiva), ansioso, vivendo um dos momentos mais marcantes da vida dele.... Ver minha mãe, ansiosa, preocupada, triste (porque ela estava com a sensação de "perdi meu filho") e  alegre (pela alegria dele) ao mesmo tempo. Tudo isso junto - e mais umas 10 coisas - mexeu com minhas tripas. Moral da história do Brasil: Chorei a cerimônia toda! Não aquele choro de carpideira, mas sim aquele em que só as lágrimas ficam rolando, borrando a maquiagem... Meu irmão tinha o olhar apaixonado todo o tempo. Aquele olhar de deslumbre, de amor. Sei que ele estava muito feliz.
No retorno pra casa, já em Floripa, disse pra amasiado: "Eu também quero esse ritual... Quero viver esse simbolismo também..." Não precisa ser agora, já. Mas eu quero. 
Ele topou!
Somente a título de curiosidade: o casamento dele (meu irmão chama-se George) foi na Igreja do Carmo. Vejam aqui, como é linda.

O casal, na saída da Igreja



Familia reunida (ainda falta gente aí) a caminho da cerimônia. Da esquerda para a direita: mamãe, eu, George, prima Bruna,primo Luizinho, prima Luana, Tio Osvaldo, primo Domingos, Tio Luiz, prima Luciana e vovó.

(clica na foto, que ela creeeeeesce!)

30 de novembro de 2009

Gossip Girls, o retorno!

Sabe daquelas amigas pau pra toda obra/hora?; daquelas que irão segurar na alça do caixão da gente (não anima que isso ainda vai demorar...)?; do tipo que fala na cara, que ri e chora junto?; que passa muito tempo sem dar notícias, mas que quando tu encontras com ela parece que vocês se viram ontem? Pois é, eu tenho uma amiga assim. É a Verônica. Véro ou Veroska para os íntimos...
Nos conhecemos desde a oitava série e de lá nunca mais nos separamos. Mais de 25 anos de amizade.
A casa da Veroska foi uma das paradas que fiz em Belém. Lá não teve maniçoba, nem tacacá, mas teve muita risada e bom humor. Tudo regado a saudade e amor. Ah, e ela tem uma família linda e uma filha que eu amo muito!
Veroska, muito obrigada pelas horinhas que passamos juntas. Sabes que podes contar comigo sempre, pra sempre!

(foto "Fórum" do trio MariMari - filha da Veroska - eu e a própria!)

29 de novembro de 2009

Gossip Girls

Eu disse que visitei duas amigas queridas (faltou a Paula...) e suas respectivas fofurices (leia-se filhos). 
A primeira foi a Thaís, paraense da boca rôxa de tanto tomar açaí e esposa de Arthemio, primo do amasiado...
Conheci Thaiszinha, quando ela veio passar uns dias aqui em Floripa, junto com o marido, e ficaram aqui em casa. Nunca mais nos desgrudamos, mesmo que virtualmente. Depois que ela foi daqui, engravidou alguns meses depois (sabe como é... Ilha da Magia....). Acompanhei tudo via email com fotos. Nasceu Arthur, um papachibézinho fofo e lindo, cheio de energia e que deixa a Thaís de cabelo em pé com tantas traquinagens!
Pra botar a conversa em dia fomos a uma doceria que é o point em Belém e chama-se Abelhuda. Meu povo, se alguém for à Belém, TEM QUE IR LÁ (tô dando a dica de grátis, viu?). Provem: torta de morango com casquinha, pão de batata com recheio de queijo e o pão de rosas! Saravá meu Pai! Pra não ficar com dor na consciência, pede uma coca zero ou light, e mete o pé na jaca até a coxa!

O assassino da cintura fina: pão de batata com recheio de queijo. Derrete na boca e tem outros recheios também!


Eu e Thaiszinha, sorrindo, felizes, porém com a consciência e a barriga pesadas....

Arthur: dois minutos com ele e eu estava exausta!
Mas valeu! Obrigada Thaís!


(Alô você de Palhoça, lendo o Jámêvú. Apresente-se!)

29 de outubro de 2009

Coceira de macaco

Ave Maria, Cheia de Graça... 

Peraí que estou rezando em agradecimento a chegada do último isopor. Só um um momento...... 
Amém!

Agora sim!! Agora estou revigorada, as olheiras se foram, estou dormindo como um anjo (nem tanto...), o bucho tá cheio!!! Graaaaaças a Deus! A comida da minha terra não alimenta só o meu corpo, mas alimenta também a minha alma. Podem acreditar. 
Neste último domingo recebi em casa minha melhor e mais antiga amiga (desde a oitava série no Gentil), a Verônica. Ela veio à Floripa para um congresso e chegou no domingo de manhã cedo para que pudéssemos passar o dia todo juntas, antes de ela ir para o hotel, já que minha casa fica distante de onde o eventol iria acontecer. Aproveitamos então o dia para fazer um almoço paraense, regado a lembranças e muita risada! Era tudo o que eu precisava!


No cardápio os quitutes recém chegados do Pará. 
Apresento-lhes:
O Ilustríssimo Tucupi

Este líquido amarelo é feito do sumo da mandioca que é ralada e espremida até sair essa coisa linda aí. Depois ele é fervido com alho e sal. Este já veio pronto. Aliás, recebemos 4 litros. Agora só restam 2 litros. Fraaaaaaca!
Para acompanhar, na falta do pato assado ou do peixe cozido, amasiado comprou aqueles frangos "Tv´s dog" (é minha filha, eu de bucho cheio fico um nojo de chique):
 
Tudo bem, aqui o pobre já tá todo "mexido". É pra vocês terem uma idéia da voracidade...
Ah, deixa eu adiantar que na hora da fome, não tem pavulagem aqui em casa. A comida é servida na panela e o copo é de "prástico". Sorry. Zero glamour.

Somados a estes dois ítens, temos o arroz branco, a farinha e o jambú (que vai aparecer aqui já já), que é uma folha cozida, com propriedades anestesiantes e é justamente esta sensação que provoca na boca: amortecimento. Um show de sensações. Todos estes ingredientes juntos ficam assim ó:

 
Bem brasileiro, né?Até nas cores! Recapitulando: aqui tem arroz branco, tucupi (amarelo), jambú (folha verde), frango assado (lá usamos o pato assado) e farinha (também feita da mandioca). Nós e isso, juntos, ficamos assim ó:
 
 

Eu não apareço porque tava de boca cheia, descabelada e tirando a foto, né?! Não queria assustar vocês...
Na foto estão Véro e amasiado, no maior bate papo, afinal ela o conheceu muito antes de mim, na faculdade e foi quem me apresentou a ele. Eu apaixonei, ele nem tchum pra mim. Ah, e como estamos juntos hoje? Reencontro, 13 anos depois. Mais essa história eu conto uma outra vez!
O post finalizando e vocês devem estar se perguntando o que o título tem a ver com essa comilança toda.... Sabe o que é, meu povo? É que por mais que more longe, a vontade do paraense de estar com seu povo, com as suas coisas, raízes e comida é que nem coceira de macaco: diminui, mas não passa!!!!!

15 de outubro de 2009

Para Stela

Porque és e sempre serás a minha Strela mais brilhante;
Porque és e sempre serás meu referencial de mulher, de mãe e de amiga;
Porque és meu primeiro e último pensamento a cada dia que nasce e termina;
Porque tua presença transformou momentos simples em lembranças inesquecíveis;
Porque moras em meu coração sempre cheio de saudade de ti.

Olha por mim, minha tia querida. Me beije todas as noites, quando eu for dormir. Me acalante em teus braços etéreos quando eu mais precisar de teu colo e, sempre que te for possível, me visite em sonhos, porque neles nem o tempo, nem a distância e muito menos a morte, podem nos separar.

Parabéns pelo seu dia.


12 de outubro de 2009

Foi assim...

Que a minha nossa Nazinha foi saudada pelos paraenses por mais um ano.
Pra mim, que estou distante da minha terra, só resta esperar pelo isopor com a maniçoba congelada, que deverá chegar na semana que vem.




Uma multidão acompanhou a romaria do Círio de Nossa Senhora de Nazaré pelas ruas de Belém, capital do Pará, neste domingo. A missa de encerramento da procissão terminou no início desta tarde na praça do Santuário, após os católicos percorrerem 3,6 quilômetros.

10 de outubro de 2009

Quando eu era pequena...


E vem mais um dia das crianças. 
Fiquei lembrando de mim nesse tempo. Lembrando das coisas que eu fazia, de como era o meu jeito, de como costumava me comportar... 
Não tive uma infância miserável, não sofri abusos ou violência. Nada além de umas chineladas na bunda que eu ganhava de vez em quando, quando enchia muito o saco da minha mãe. Só apanhei da mamãe. Da vovó, nunca. Não que me lembre. Dos meus tios eu levava cascudo. Mas foram poucas vezes.
Dormi na rede com mosqueteiro, acho que até uns 10 anos. Tomei mingau na mamadeira (de manhã) até os 6 anos de idade. Hum, isso era muito bom! Mas uma coisa fui e sou até hoje: dorminhoca! 99% das palmadas que levei da minha mãe, quando criança, foram dadas antes das 8h da manhã. Tudo porque eu não acordava para ir para escola. Ela me arrumava, me penteava e me calçava comigo dormindo, cochilando, caindo pelos cantos. E apanhando. Eu chorava, mas logo era vencida pelo sono outra vez. Um dia ela desistiu, claro, e me colocou pra estudar no turno da tarde.
Na escola eu sempre fui um pouco timida. Aluna na média. Nem estudiosa, nem CDF. Dava pro gasto. 


Porém, hoje, olhando para trás, penso que o fui mesmo uma criança solitária. Brincava sozinha em casa e muitas vezes no colégio também. Adorava bonecas de papel daquelas que a gente comprava na banca de revistas e tinha que recortar as roupas. As minhas bonecas moravam dentro de livros. Elas sim eram cheias de amigas. Uma farra!
Mas não tem como pensar na minha infância e não lembrar de um disquinho que Tia Stela me deu e que eu escutei infinitas vezes em uma vitrola velha que tínhamos em casa. O disquinho chamava-se Os Saltimbancos. Tenho certeza que alguns de vocês conhecem. E contava a história do encontro do cachorro, com a galinha, com a gata, com o jumento... Juntos, eles promoviam uma revolução!

Um dia, em uma loja de cds, eu vejo aquela capa tão familiar... Era ele, o meu disquinho! Mas agora era modernoso, promovido a CD. Lindo. Comprei. E voltando pra casa já escutei. Chorei muito lembrando da época em que criança, como eu fui, brincava na rua, ralava o joelho, se sujava de terra, levava chinelada na bunda e , ainda assim, dormia feliz.


Vamos dividir saudade? 
(fotos arquivo pessoal e google)



17 de setembro de 2009

O Chibé nosso de todo o dia

Eu queria escrever sobre Florianópolis, mas a Elaine e a Beth me fizeram uma pergunta hoje, que não deixou Belém sair da minha cabeça: "A minha dúvida é: o que é chibé? O que é papachibé?"
Além disso, eu também li lá na Nina as lembranças de infância dela láááá em Manaus, quando ela se embalava na rede e ouvia as músicas que a mãe adorava escutar... 
Pronto! O cenário da saudade se instalou novamente.
Ali do ladinho eu tenho uma figurinha (não sei qual o nome certinho. Target?), que a Meiroca me ajudou a fazer, onde está escrito "I am PapaChibé". Decidi fazer assim porque lá em Amsterdam tem o "I amsterdam", e foi assim que pensei na brincadeira. Aliás, se minhas conterrâneas quiserem fazer uso do trequinho ai do lado, pode, viu? Só dizer que veio daqui, tá maninhas?
Mas voltando ao assunto. Segundo o Dicionário Papa-Chibé (sim! nós temos um dicionário só nosso!) ser Papa-Chibé, significa ser genuinamente Paraense, daquele um que não dispensa o pirão de água com farinha e camarão ( Ou com pirarucú frito. Ou com mapará muquiado. Ou com charque seco). E esse pirão indígena É o chibé, viu meninas? Aaaaaah, muito bem!  Mas espia: o chibé pra ficar bom tem que ser feito com a farinha de mandioca, daquela amarelinha (eu prefiro a baguda). Não adianta tentar com essa farinha que se come aqui no sul, branca e sem gosto. Desculpem os não nortistas.
Lembro que lá em casa se a gente ficava doente a vovó corria pro fogão e fazia o Caribé, que é a versão quente do chibé, porque vai ao fogo e tem que ficar lá um tempo mexendo a farinha com água que é pra engrossar. Segundo a vovó, o caribé tem "poderes" de cura que a medicina desconhece... Se é verdade eu não sei, mas se tava gripado dá-lhe caribé. Febre: caribé goela abaixo. Catapora, caxumba, pano-branco: "corre e faz um caribé pra ela!" Eu lembro que a barriga ficava graaaande, inchada e quentinha... Aí a gente dormia, dormia e... acordava bonzinho!! Juro pra vocês!
Ah, e tem a rede! Meu Deus como é bom dormir em rede! Vocês já experimentaram? Aqui em casa temos duas, sendo que uma delas cabe "quatro mocotós", como diz o amasiado. Nessa a gente se esparrama a tarde inteira (quando pode, claro) e dorme, sonhando que está lá em Belém.
Até já reparei que paraense, quando vê uma sacada ou uma varanda já se pergunta se dá pra atar uma rede. Não é, mana?
E rede só me lembra as viagens para Cametá, nos barcos que atravessam os rios, "grávidos" de gente, de paneiro, mala, saco, saudade e redes, muitas redes, de todas as cores. Uma rede por cima da outra, nun trançado que parece uma teia de aranha. Lá dentro, quando o barco ganha o meio do rio e a maré faz a gente balançar, tu nem precisas empurrar a rede. Ela vai sozinha, pra lá e pra cá, no ritmo próprio. É o jeito do rio de ninar a gente.
Mas eu acho que já sei porque a pergunta da Elaine e a história da Nina foram tão certeiras na minha saudade. É o Círio que tá chegando... E paraense tem isso também. Quando o Círio se aproxima, a gente fica meio bicho enjaulado, querendo sair. Dá uma cuíra, uma vontade doida de se jogar no mundo.... Mas sabe o que é isso? É a Santa que chama a gente pra lá...
(fotos Google)

12 de setembro de 2009

Saudade e Chuva

Quando menina, em Belém, os dias de chuva a gente gostava de estar na rede, em casa...
Quando ela estava junto estes dias ficavam iluminados, como se o sol brilhasse só pra gente. Tinha riso - que normalmente evoluia para gargalhadas - creme de cupuaçu, cheiro de colônia da PHEBO, Chico e Caetano...

Hoje está chuvendo tanto aqui, que meu coração enxarcou de saudade.

Só queria a certeza, hoje, de que o reencontro é certo. Mesmo que seja no final.




Bom fim de semana, com ou sem chuva, pra todos.

28 de agosto de 2009

Minha amiga Férias





Somos muito, muito amigas. Não perdemos o contato nunca. Penso nela o ano inteiro, não importa o quanto ela esteja distante. Aguardo sua vinda, faço planos. Ela adora e está sempre a esperar por mim também. Amor absolutamente correspondido. Pleno.
Quando ela chega sou só sorrisos, gargalhadas. Esqueço do tempo. Nem uso mais relógio que é pra não vê-lo (o tempo) passar. Sua presença enche minha casa de alegria, minha alma de leveza.
Fazemos tanto juntas, coisas de irmãs. Ficarmos acordadas até de madrugada. Dormimos até o corpo dizer: "chega!". E, sempre que possível, viajamos. Ela, assim como eu, adora conhecer o mundo, sair sem rumo. Sempre me diz: "vem Ivana! Quem não se perde, não se acha!" E eu vou. Me entrego. Me perdendo e depois me achando! Não é que a danada sabe das coisas?
Quando ela, a Férias, está comigo, me sinto mais perto da minha essência. Longe dos aborrecimentos, do estresse que às vezes me transforma em alguém que não gosto.
Agora, ela já vai. Mais uma vez me deixa aqui, com essa sensação misturada de saudade e felicidade.
Vai lá, mana, mas volta! Mais uma vez vou te esperar, viu? Vou contar os dias. Lembrar desse tempo bom que passamos juntas e me alimentar nestas lembranças sempre que meus dias estiverem difíceis, porque saber que tu vais chegar me dá a calma necessária pra continuar.
Um beijo querida, e obrigada por tudo!
Sua amiga de sempre, pra sempre.
Ivana

26 de agosto de 2009

É Proibido Amar sem Amor.

Ontem li dois posts de amigas da blogosfera sobre como elas amam os animais e repugnam os maus tratos também... Concordo com elas em todos os sentidos.
Aproveitei e comentei com elas o que vou contar pra vocês agora: eu tenho 2 gatinhos, ou melhor 2 filhos, ou melhor ainda 2 amigos, ah tudo isso junto!. O primeiro é o Valentim e ele está comigo a 11 anos, desde que vim morar em Floripa. O encontrei em uma feira de animais onde fui somente pra passar o tempo, sem intenção nenhuma de adquirir nem um peixe beta, quanto mais um gato. A outra (sim, é uma menininha!) é a Mimi que chegou aqui em casa faz um ano da maneira mais inesperada possível, porque foi uma doação de um casal conhecido.
Então me permitam escrever e dividir com vocês um pouco desse meu amor por estes dois, que só quem tem ou teve um bichinho em casa é capaz de entender  exatamen te  o que é isso.
Quando cheguei até aquela tal feira de animais que citei antes, fui só pra passear, espairecer a cabeça depois de um dia de trabalho. Eu estava morando em Floripa fazia apenas 6 meses e sentia muita falta de casa, de Belém, dos amigos... Bom dizer que SEMPRE tive gatos. Em casa um sumia, mamãe já arrumava outro; morria, lá ia mamãe ou vovó ver se não tinha algúm gato "sobrando" pela vizinhança, e claro, sempre tinha... As vezes vinham filhotes e logo eu virava a mãe deles, e depois de um tempo avó. Teve uma vez que fui tataravó!
Mas voltando à feira de animais. Eu andando por lá e vendo todo tipo de gato: pelado, peludo, zolhudo, magro, gordo, despenteado, branco, preto, cinza, amarelo. Pra mim, um paraíso! E eis que vejo, a certa altura, aquela bolota de pelos dentro de uma gaiola, dormindo... Sim, ele dormia o sono dos anjos. Apesar de todo o alvoroço da feira ele nem tchum. Fiquei observando, esperando pra ver se ele acordava. Já não era mais um filhote, tinha 8 meses. Como ele não abria acordava, perguntei pra dona do stand se eu poderia pegá-lo no colo e ela disse que sim. Gente, foi um dos momentos mais inesquecíveis da minha vida (me emociono só de lembrar): ela me entregou nos braços aquela coisa fofa, ainda de olhos fechados, e que eu segurei como se fosse um bbzinho (assim naquela posição de amamentar, sabe?) com as patinhas pra cima. Foi então que ele, beeeem preguiçosamente, abril os olhos e me olhou.... Perai, não consigo lembrar disso sem chorar...
Ele abriu os olhos e eles eram (são) de um azul da cor do céu e o olhar dele foi como se ele já fosse meu desde sempre, como se ele quisesse apenas ter certeza que era eu. E voltou a dormir.
Naquela hora tive até medo de perguntar o preço, mas desde quando amor tem preço? Eu já estava completamente apaixonada! Não tinha mais remédio. Não quis nem saber e mesmo entendendo que eu não teria condições para isso, disse pra moça: "Eu vou levar pra casa". Deixei lá 4 cheques (borrachuuuudos) que depois eu teria que pedir socorro à mamãe pra cobrir, mas ela iria (deveria!) entender, eu tinha certeza...  E ele foi comigo, dentro de uma gaiolinha que a moça me deu de presente e nunca mais nos separamos.
Sempre me disseram que "gato é da casa, não do dono". Olha, pode ter casos assim, mas minha experiência foi diferente sempre. Desde que moro em Floripa já mudei de casa 5 vezes nestes 11 anos e o Valentim sempre encarou tudo numa boa. Chega, cheira tudo, faz um xixi ali, outro acolá (mas não no box!) e pronto. A casa é dele também. Tudo na maior tranquilidade. É como se ele me dissesse: "se eu estou contigo, tá tudo bem."
Desde que a Mimi chegou, tem sido muito difícil pra ele. Ela já apanhou muito e temos que deixar os dois em ambientes diferentes da casa. Cada um no seu quadrado. Mas eu sofro por ele. Não queria que ele sentisse como se não fosse mais amado... Mas como explicar isso? Nem quando a Mimi entrou no cio ele quiz conversa com ela... Ei!!! Eu tenho certeza que ele é espada, tá?!
Amasiado, que chegou depois entre nós, também é apaixonado por ele. Ele o "adotou" como filho dele e isso foi definitivo na nossa relação. Parece doideira, né? Mas não sei se teria ido pra frente se ele não gostasse de gatos, até porque somos um "pacote": leve os dois, ou nenhum.
Mas pra finalizar (ai, nem falei muito da Mimizinha...Mas vou colocar fotos!), ter um animal de estimação em casa é sinônimo de amor verdadeiro, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, até que a morte nos separe. Se não for assim, com responsabilidade, tu estás amando sem amor. Jurei cuidar deles pra sempre. Mesmo depois que o Valentim (que é o mais vivido - velho não!) não tiver mais nenhum dentinho pra doer (um já foi) e eu tenha que amassar a ração no garfo e dar na boca com colher, eu o farei. Com todo o meu amor.
PS: a frase título do post é do poeta Thiago de Melo e minha tia tinha na parede da casa dela um poster enorme, com uma orquidea ampliada e essa frase... Nunca esqueci!
PS2: Conseguem saber qual é o Valentim e qual é a Mimi?