16 de outubro de 2010

Partidas e chegadas, o movimento da vida

Este selo eu recebi da Lúcia, há alguns dias atrás.
Neste momento ele não poderia ser mais pertinente, já que ao divulgá-lo devemos citar o que nos faz feliz, entre chegadas e partidas.
Nestes últimos dias vivi intensamente a chegada e a partida de uma pessoa maravilhosa: a própria Lúcia!
Quando ela me disse que viria à Itapema (distante 50km de Florianópolis) tive certeza de que não poderia deixar passar a oportunidade de estar com ela, de abraçá-la e não foi diferente! 
A Lúcia não veio sozinha. Com ela estavam sua filha Renata, seu filho Erik, a esposa Marcela e a conhecida de quem segue o blog dela, a encantadora, linda, doce e fofa Letícia, sua neta. E em Itapema sua filha Fabiana e família já a esperavam.
A chegada da Lúcia, trouxe dias alegres, leves, cheios de histórias e muita risada e eu estava precisando desse aconchego familiar, desse sentir-se "fazendo parte".
Quanto à sua partida, de volta pra casa... Ah, isso me deixou uma saudade grande, mas também um sentimento de que a vida é sempre cheia de maravilhosas possibilidades e que nunca devemos deixar de acreditar!
Partir e chegar. Chegar e partir. O movimento da vida.
Quanto à você Lúcia, eu ainda quero te ver chegar muitas vezes! Obrigada por tudo!

12 de outubro de 2010

O dia da criança e a abelha rainha

Estava a lembrar de pequenas coisas, simplicidades, que marcaram a minha infância.
Considerando minha introspecção, lembro que eu adorava ouvir música e naquela época, na nossa velha casa da Humaitá - bairro de Belém onde vivi até os 14 anos - escutávamos  discos de vinil na vitrola da vovó.

Uma rede sempre estava estratégicamente armada, bem próximo à vitrola e de tal maneira posicionada, que podíamos ver o quintal que a casa tinha. Era um quintal grande, muito grande. Grande o suficiente para ter jaqueira, mangueira, ameixeira, mamoeiro, patos, porcos e galinhas. E era nesta rede, vendo o verde das árvores do quintal, que eu escutava Maria Bethânia - na época eu não sabia que era ela, claro - cantando a música Mel. 
Eu sentava na rede e me embalava, impulsionando cada vez mais alto, cantando aquela letra que eu não entendia muito bem, mas que fazia brotar em mim uma sensação maravilhosa de liberdade!
O vento no cabelo, o verde do quintal, eu e a abelha com boca de mel, rainha absoluta, éramos iguais, únicas, e uma alegria até então desconhecida invadia meu coração.

Pra quem não conhece a música:

2 de outubro de 2010

O bolo de Piza

Nestes 37 anos de vida, nunca havia me aventurado a fazer um bolo. 
Não se assuste, mas é a pura verdade. 
Não sei por quê, mas sempre achei que fazer bolo era um negócio difícil e que dava muito trabalho: medir, untar, bater a massa manualmente e ainda correr o risco de tudo dar errado e a gente ficar no maior prejuízo emocional e financeiro, já que, pensava eu, tinha que comprar pelo menos uns 5 ingredientes.

Neste final de semana, resolvi quebrar este paradigma e me aventurar. Comprei forma, massa (quase) pronta e corri pra cozinha.
Considerando meus paupérrimos dotes culinários, até que o bolo ficou bonitinho não fosse pelo fato de ter ficado torto. 
Procurei por anomalias no formato da forma: nada. Investiguei defeitos  no interior do meu forno: nada. Olhei pela janela e percebi que meu prédio fica em uma rua íngreme... teria sido isso?
Não encontrando resposta científica para tal fato, peço o pitaco de vocês pra tentar desvendar este mistério.
Para ajudar, mostro a cara - do bolo - e dou a minha para bater. 



24 de setembro de 2010

Flores do Castelo

Quem me conhece sabe que adoro frio.
Pois é. Mesmo tendo nascido e vivido até os 25 anos no clima quente e abafado do Norte, quando experimentei a sensação do frio apaixonei. Sempre que o inverno se vai, fico saudosa... Apesar disso, resolvi abrir as portas e as janelas de minha casinha para a primavera chegar e ficar à vontade. Nunca havia feito isso antes: um rito de passagem.
Comprei flores e enfeitei a casa.

Orquídeas!
 Rosas: minha primeira experiência com elas!!
 Pimenteira: me agradei do colorido e com certeza algumas irão pra panela.

Gostei! E decidi que quero mais rituais positivos em minha vida.

19 de setembro de 2010

O melhor de mim e o exercício de olhar pra dentro.

Difícil escrever sobre o que há de melhor em mim. Mais fácil pensar naquilo que eu gostaria que fosse melhor ou diferente. Mais fácil escrever o que alguém que amo tem de melhor. E aí, chego ao ponto crucial de minha dificuldade: o amor a mim mesma. Para enxergar o que tenho de melhor, necessito lançar sobre mim um olhar amoroso. 
Se amorosamente me olho, percebo que os defeitos que tanto saltam aos meus olhos, vão ficando em segundo plano. E então consigo perceber...

Uma menina nascida de pais que nunca amaram-se ou entenderam-se, conseguiu amar, ser amada e ser feliz com o companheiro escolhido, mesmo não tendo acertado logo na primeira tentativa.
Uma menina que cresceu ouvindo o quanto ela era "enjoada" e inconveniente, conseguiu perceber que poderia ter amigos, ser amiga da melhor qualidade, ser espirituosa, rir e fazer rir!
Aquela que não foi cuidada ou protegida, aprendeu a cuidar de sí mesma, da sua vida e tem se saido muito bem!

A capacidade de enxergar em nós mesmos o que temos de bom é um exercício diário, contínuo e que deveríamos aprender muito cedo. Mas nem sempre é assim que acontece. Mas é necessário iniciar o treino, olhar a sí mesmo nos olhos e descobrir-se. É libertador!
Ah, mas eu sei o que tenho de melhor... Eu nunca desisto!
E você? Já sabe o que tem de melhor?

Esta música é pra mim, celebrando o reconhecimento do que tenho de melhor! 
Obrigada, Elaine!

11 de setembro de 2010

A essência fica

A caminho do trabalho, parada no sinal vermelho e perdida em meus pensamentos, olhei para o lado e vi a primavera chegando assim:
Apressadamente, peguei o celular e registrei. Só depois, muito depois, resignifiquei a foto, entendendo a mensagem cheia de luz que a natureza transmitiu - e nos transmite todos os dias!: Que apesar do caos que por vezes parece se instalar em nossas vidas, o amor está sempre presente, dentro do coração. Florido, pulsante, colorido! Temos que acessá-lo apenas.
Bom final de semana!